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Por que imagens perdem qualidade a cada vez que você salva
Uma foto que parecia nítida no rolo da câmera sai quadriculada depois de ser encaminhada por alguns grupos e repostada algumas vezes. Ninguém a editou de propósito; ela só passou por várias recodificações, e cada uma descartou um pouco mais de detalhe. Isso é perda por geração, uma propriedade antiga e bem entendida da compressão com perdas, e explica por que imagens muito recompartilhadas tendem a parecer progressivamente piores. Veja o que uma recodificação com perdas realmente descarta, por que ela se acumula, e como impedir que um arquivo se degrade ainda mais.
O que 'com perdas' realmente descarta
O JPEG, o formato por trás da maioria das fotos compartilhadas online, tem perdas por design: o padrão por trás dele, o ITU-T T.81, funciona transformando blocos de pixels em dados de frequência e depois arredondando esses dados de forma mais ou menos agressiva dependendo da configuração de qualidade, uma etapa chamada quantização. O arredondamento não pode ser desfeito com exatidão; o detalhe descartado realmente se foi, não está escondido em algum lugar do arquivo. Uma configuração de qualidade alta arredonda de leve e a perda é difícil de ver, uma baixa arredonda com força e o arquivo fica visivelmente quadriculado, mas até um único salvamento em JPEG sempre descarta alguma coisa.
Cada recodificação é uma nova geração
Na primeira vez que uma foto é salva como JPEG, os dados de pixel da câmera são quantizados uma vez. Abrir esse JPEG de novo e salvá-lo de novo, mesmo sem nenhuma edição, decodifica os pixels já aproximados e os quantiza uma segunda vez, em cima do primeiro arredondamento, não no lugar dele. Cada salvamento adicional é uma geração a mais, e cada uma acumula o quadriculado e as faixas de cor que a geração anterior já tinha introduzido. Uma única passada em uma configuração de qualidade sensata é quase invisível; a mesma configuração aplicada cinco ou seis vezes seguidas no mesmo arquivo degrada visivelmente uma foto, porque os erros de toda geração anterior ainda estão lá quando a próxima arredonda de novo.

Por que imagens muito recompartilhadas parecem piores
Uma foto que viaja por vários chats, feeds e reenvios ganha uma nova geração em quase toda passagem: um aplicativo de mensagens a recomprime para o chat, uma plataforma social a recodifica de novo para o próprio processamento de entrega, alguém tira uma captura de tela do resultado e reenvia essa captura, que é mais uma recodificação completa de uma imagem já degradada. Nenhuma dessas etapas precisa ser descuidada ou usar uma configuração de qualidade incomumente baixa para o efeito se acumular; é cumulativo por natureza, e é exatamente por isso que uma imagem que circulou amplamente por muito tempo geralmente mostra visivelmente mais quadriculado e faixas de cor do que uma cópia nova da mesma foto.
Formatos sem perdas não têm esse problema
O PNG e o WebP sem perdas funcionam de forma diferente: eles comprimem encontrando padrões nos dados exatos de pixel e os empacotando de forma mais eficiente, sem arredondar nada, então decodificar e recodificar o mesmo arquivo sem perdas, sem nenhuma edição, reproduz os pixels exatamente, geração após geração. Essa garantia é o motivo pelo qual capturas de tela e gráficos com bordas nítidas ou texto costumam ser salvos como PNG em vez de JPEG. Isso tem um custo: um arquivo sem perdas de uma fotografia comum é bem maior que um JPEG em uma qualidade razoável, já que não há arredondamento para encolhê-lo.

Mantendo a qualidade de um arquivo sob controle
A cadeia de perda por geração só se acumula quando cada salvamento parte dos pixels já degradados do salvamento anterior. Manter um arquivo mestre sem perdas, o arquivo original da câmera ou um PNG, e exportar um JPEG novo a partir desse mestre a cada vez, evita empilhar arredondamento novo em cima de arredondamento antigo. Nosso compressor de imagens permite escolher uma configuração de qualidade e ver o tamanho de arquivo resultante antes de enviar qualquer coisa, e nosso comparador de imagens coloca o original e a cópia comprimida lado a lado com um controle deslizante, para que você identifique uma configuração ruim antes de encaminhar o arquivo adiante e começar outra geração. As duas rodam inteiramente no seu navegador: a foto nunca sai do seu dispositivo para ser conferida.
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Perguntas frequentes
Copiar ou mover um arquivo JPEG degrada ele?
Não. Copiar um arquivo, anexá-lo a um e-mail ou movê-lo entre pastas copia exatamente os mesmos bytes; nada é decodificado ou recodificado, então nada é quantizado de novo. A perda por geração só acontece quando os pixels são realmente abertos e salvos de novo, não quando o arquivo em si é movido de lugar.
Posso desfazer a perda por geração e recuperar o detalhe perdido?
Não. A quantização tem perdas de verdade: os dados de frequência arredondados que um salvamento anterior descartou não ficam registrados em nenhum lugar do arquivo, então nenhum filtro ou algoritmo consegue reconstruí-los. Aplicar nitidez ou redução de ruído em um JPEG degradado pode deixar os artefatos menos óbvios visualmente, mas não restaura o detalhe original.
Converter um JPEG degradado para PNG resolve o problema?
Converter depois que o dano já aconteceu preserva como o JPEG já está naquele momento, pixel por pixel, sem adicionar uma nova etapa de arredondamento, mas não consegue restaurar o detalhe perdido em salvamentos anteriores. A solução é passar a manter um mestre sem perdas antes que mais gerações aconteçam, não converter uma foto tarde demais na cadeia.